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Maior lavagem cerebral archives clockwork|| orange a|clockwork|orange|clique a clockwork orange is real HORRORSHOW blogs Cinema Cuspido e Escarrado Pickpocket O Franco-Atirador Blog do Cristovam Pardesophia Alvejante Cerebral Faggiani Domingo, Abril 01, 2007 Era uma vez Afrodite, a deusa grega da beleza e do sexo. Saiu das espumas do mar de Chipre e deu à luz um outro deus grego, Eros, a divindade do amor e da paixão. Conhece-se estes criadores através de outros nomes na mitologia romana, Vênus e Cupido, respectivamente. Também são reconhecidos pelos termos afrodisíaco, erótico, erógeno, entre outros diversos popularizados pelo senso comum e já pertencentes aos arquétipos coletivos. O fato é que Afrodite furiosa ao ter conhecimento de uma mortal tão linda como Psiquê, encomendou a seu filho Eros, que a atingisse com uma de suas flechas para que esta se namorasse por um ser descomunal. No entanto, Eros apaixona-se por Psiquê, talvez acidentalmente atingido por uma de suas setas. Eros casa-se com a linda moça, todavia com o intento que esta nunca mirasse em seu rosto, pois isto significaria o fim do amor deles. Psiquê ¿ a alma ¿ não tendo aguentado a promessa feita, observa-o e encanta-se com tamanha beleza, Eros flagra-a e abandona-a. Sentindo imensas saudades de sua amada, perdoa-a e o Deus do Olimpo transforma-a em imortal, e finalmente, há a sublime junção entre o amor e a alma. Sexo, sexo e sexo... esse pensamento obsessivo existe há bastante tempo, desde os panteões gregos e romanos, e a partir daí tornou-se a principal preocupação de todos os seres humanos, e até mesmo de deuses. Arisca-se a dizer que a sociedade é sexocêntrica, tanto que a teoria mais aceita em relação ao aparelho psíquico ¿ a alma ¿ dos homens é a psicanalítica, que gira em torno da libido, ou seja, da energia sexual de cada ser. A pulsão de vida é coordenada por essa procura institiva do prazer, que é encontrada mais facilmente, principalmente pelos homens, através de relações sexuais. Com a liberação feminina, ou melhor, com a liberação moral, as mulheres estão quase se eqüiparando aos homens no que se diz respeito a quem procura mais alcançar essa necessidade sensual. É visto que os homens ¿ nesse caso, não usando um termo de gênero, e sim de raça ¿ esquecem que o pênis e o clitóris são ordinários receptores sensitivos, e que ao contrário do que todos imaginam, o sexo não é controlado pelo sistema nervoso periférico e sim pela vasta rede formadora do sistema nervoso central. Se alguma conexão integrante do telencéfalo não estiver funcionando corretamente, o sistema periférico não conseguirá realizar as suas funções. O sexo envolve muito mais que estimulações sensoriais e sim uma vasta gama de sentimentos e emoções, e que talvez por isso, os seres humanos estejam sempre tão ocupados em estar procurando por novos parceiros com quem se relacionarem, e nunca se contentam com um único e satisfatório companheiro, pois não se lembram que é preciso compreender e dispor-se de muitos significados auto-psíquicos antes de conseguirem manter uma conexão sexual. A sociedade e a perpetuação desta podem ser movidas por instintos primitivos, e continuarão a ser. A espécie homem acorda, trabalha, relaciona-se e realiza suas tarefas simplesmente pela estimulação da libido e pela procura do prazer. Os humanos esquecem que possuem um telencéfalo demasiadamente desenvolvido e não o usam, acreditam que suas vidas serão estimuladas pelo instinto, e somente por este, e muitos morrem sem ao menos terem usado a capacidade cerebral que possuem. Dizer que o ser humano é um ser inteligente é um equívoco. O ser humano pode ser uma espécie raciocinativa se conseguir conciliar o que há de padrão inato de comportamento como a busca pelo sexo, a materniadade e a poligamia com o que existe de racional, isto é, a procura pelo que as suas emoções, seus sentimentos, suas intuições e a sua razão pedem. O que é mais intrigante e somente corrobora toda esta teoria é que este sistema sexual envolve tantas interconexões nervosas, que é impossível e desprezível considerar que o sexo pode ser algo casual e esquecer-se de que é algo extremamente complexo. Um indivíduo ao colocar a mão em um fogão quente, logo a tira e não é preciso relembrá-lo que ele não pode mais colocar a mão ali, pois sentirá dor. Isso é um reflexo medular doloroso. Agora alguém ao apaixonar-se sente dor e sofrimento e continua colocando-se naquela mesma situação por inúmeras vezes, mesmo que ele tenha sabido, racionalmente, que aquilo só provocará mais sofrimento. Definitivamente, nossas emoções referentes à libido não são nem um pouco simples, e sim repleta de representações emocionais conscientes e inconscientes, e que, claramente e sem hesitações, nenhuma divindade grega, por mais supremo, e até mesmo, perfeito que seja, conseguiria compreender. enviado por MARIANNA LAGO em 1:45 PM Comentários: |
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